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Princípios Hindus |
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Introdução e apresentação da religião Trata-se da terceira maior religião do mundo, em número de praticantes, com 96% dos seus crentes no subcontinente indiano. Caracteriza-se por uma grande diversidade de sistemas de crenças e ritos, sendo muitas vezes descrita como um conjunto de religiões com uma linguagem comum. A designação “Hinduísmo” foi criada, no tempo colonial britânico, em substituição da expressão original Sanātana Dharma, que significa «Lei Universal», «Ordem Permanente», «Religião Eterna». Os fundamentos do Hinduísmo têm origem na antiga cultura védica, e foram transpostos para o Veda (ou Vedas) (livro que encerra o conhecimento). Nele se reúnem, há cinco milénios, os ensinamentos de uma tradição oral com cerca de 10 000 anos. É composto por quatro grandes conjuntos de textos: Rgveda (poesia), Sāmaveda (canções), Yajurveda (orações) e Artharvaveda (normas sacerdotais). Cada um deles divide-se em duas partes: a do trabalho, com os rituais, e a do conhecimento, ou Vedanta, com os fundamentos religiosos da religião. As suas verdades eternas, reveladas, trazem a ordem ou dharma, que rege os seres e as coisas, sendo a posição relativa de cada ser no Universo, ou seja, o lugar que ocupa no ciclo das reencarnações, determinado pelo karma (conjunto das acções – positivas ou negativas – de cada ser humano, nas suas vidas anteriores). O objectivo de cada crente é atingir o nirvana, libertação ou iluminação, ou seja, a sabedoria resultante do conhecimento de si mesmo e de todo o Universo de que faz parte. O caminho para o atingir passa pelo ascetismo (doutrina que desvaloriza os aspectos materiais e sensitivos), pelas práticas religiosas e pelas orações, em que o Yoga, como prática corporal, adjuvante da medição, tem um papel importantíssimo. Para o Hindu, o Verbo (Vāc) antecede a própria criação do Universo. Este aparente paradoxo de onde tudo emerge, é representado pela sílaba sagrada OM, que os Upanisads explicam como sendo o «O», a combinação de «A» e de «U», pelo que a palavra completa aglomera três elementos A-U-M, que correspondem a três estados de consciência distintos: «A», o estado de vigília (jagrāt); «U», a consciência adormecida (svāpna); «M», a consciência do sono profundo (susupti). Três das suas principais divindades estão incluídas na tríade divina, a que os hindus chamam Trimurti: Brahmā (Princípio Criador), Visnu (Princípio Conservador) e Śiva (Princípio Regenerador). Segundo a mitologia, foi Brahmã que teve a tarefa de criar o universo material através de um ser, fonte ou essência suprema, identificado pelas sílabas sagradas OM (ou AUM).
O Hinduísmo em Portugal Os membros desta comunidade são, na sua maioria, oriundos do Estado de Gujarat, onde se situavam os enclaves de Goa, Damão e Diu, constituintes do antigo Estado Português da Índia. Têm como principal idioma o Gujarati que é ensinado nas instalações da Comunidade e em cinco escolas municipais das Câmaras Municipais de Lisboa, no Areeiro, da Amadora, e de Loures, na Portela e em Santo António dos Cavaleiros. As imigrações mais importantes deram-se por altura das anexações feitas pela União Indiana: em 1954, dos enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli; em 1961, das possessões de Goa, Damão e Diu; e, em 1975, em consequência da instabilidade criada pela descolonização de Moçambique. Fundada por escritura pública, a 14 de Janeiro de 1982, a actual associação da Comunidade Hindu de Portugal, CHP, conta com 900 sócios. Criada para representar os cerca de 15 000 hindus residentes em Portugal, tenta preservar a sua identidade cultural e religiosa, além de oferecer o apoio necessário para uma melhor integração no País. Destes, 11 000 vivem na área metropolitana de Lisboa, e frequentam o seu Templo dedicado a Radha Krishna.
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